Ser livre é permitir que a outra parte faça suas escolhas.
A real liberdade é conquistada quando se compreende as limitações, angustias e os medos do ser que escolhemos amar. Nos tornamos mais felizes quando concedemos ao outro o direito de fazer a coisa certa. Passamos a vida querendo ser o melhor, o mais correto. Ser a diferença entre todos, quando na verdade, não passamos de erros camuflados de acertos. Por que é tão difícil reconhecer, pedir desculpas, perdoar, ceder? Exercitar o espírito também fortalece o corpo. Talvez tenhamos nos tornado seres autosuficientes demais e os outros passaram a ser considerados como meros expectadores.
Acredite, crescemos mais nos erros que nos acertos. Reconhecer nossas limitações nos torna mais forte que tentarmos ser algo que jamais seremos. Perdemos muito tempo procurando o que não somos, vivendo vidas que só alimentam nossas fantasias. Esperamos o dia "D" como se houvesse apenas um dia para ser o que realmente somos. Não temos esse dia, temos uma vida inteira e que a cada dia se esvai até se tornar lembranças do que poderíamos ter feito. Errar tentando é mais sublime do que não fazer nada.
Pare um pouco, dê um tempo a si mesmo e você perceberá em volta que todos estão alucinados para chegar a lugar nenhum. O que é o dinheiro sem companhia? Por que preciso me dar bem sempre? As fazes de nossas infâncias parece que nunca se desprenderam de nossas raízes adultas. Queremos o que outro tem, desejamos o sucesso alheio, imitamos o que é superfulo e atingimos o grau maior da imaturidade quando vivemos exatamente o que não somos.
Exercitar o novo é preciso, mas não podemos nos entregar a um nível ensurdecedor de hipocrisia, tentando disfarçar nossas inseguranças que agora já faz parte de nosso cotidiano.
Ser livre é não viver aprisionado a coisas, pessoas, matérias. É entender que muitos dependem "de nós e que precisamos estar fortes para apoiá-los nos momentos que mais precisarem". Não façamos dessa tarefa um fardo, mas a ponte que nos inclina para a real felicidade. Não implore reconhecimento, não se compra fidelidade. Conviva com um cão durante dez anos e vai entender do que estou falando. Temos vícios a reconhecimentos, mas não temos vergonha de ignorar, tripudiar e causar intrigas com aqueles que estão tentando dar um pouco de si para algumas pessoas. Não estamos aqui para sermos causadores de discórdia e sim anfitriões dos que têm esperança.
Sejamos felizes no real sentido da palavra.Carlos Thoth