A SOLIDÃO DO ÍNTIMO
Chegamos ao extremo da incoerência, porque
não nos toleramos mais. Ser uma simples parte de algo já não é suficiente para
preencher os espaços das companhias e das necessidades que nos transformam em esmo cães de guarda de estátuas que fingimos ser reais.
Ludibriamos o que nos parece ser uma real
chance de felicidade, porque isso soa como armadilha. Creio no amor e na
solidariedade, mas não admito que isso venha de graça, porque tudo tem um preço
e o valor das necessidades são praticamente impagáveis. Mesmo que seja de forma
gratuita.
Atingir o cume é elevar ao ponto mais
interno do ser, cuidar para que tudo permaneça em harmonia é tarefa que poucos
irão concluir. Sejamos mais nós mesmos para que a solidão não nos impregne com
sua infecção e nos torne seres incrédulos aos olhos do amor.
O que vem de dentro é a forma mais sublime
e eterna que podemos doar. Aquele que recebe o amor verdadeiro jamais estará
só.
Por: Carlos Gaia Lobato