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sábado, 10 de outubro de 2015


A SOLIDÃO DO ÍNTIMO

Chegamos ao extremo da incoerência, porque não nos toleramos mais. Ser uma simples parte de algo já não é suficiente para preencher os espaços das companhias e das necessidades que nos transformam em esmo cães de guarda de estátuas que fingimos ser reais.
Ludibriamos o que nos parece ser uma real chance de felicidade, porque isso soa como armadilha. Creio no amor e na solidariedade, mas não admito que isso venha de graça, porque tudo tem um preço e o valor das necessidades são praticamente impagáveis. Mesmo que seja de forma gratuita.
Atingir o cume é elevar ao ponto mais interno do ser, cuidar para que tudo permaneça em harmonia é tarefa que poucos irão concluir. Sejamos mais nós mesmos para que a solidão não nos impregne com sua infecção e nos torne seres incrédulos aos olhos do amor.

O que vem de dentro é a forma mais sublime e eterna que podemos doar. Aquele que recebe o amor verdadeiro jamais estará só.

Por: Carlos Gaia Lobato

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