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sábado, 10 de outubro de 2015


A SOLIDÃO DO ÍNTIMO

Chegamos ao extremo da incoerência, porque não nos toleramos mais. Ser uma simples parte de algo já não é suficiente para preencher os espaços das companhias e das necessidades que nos transformam em esmo cães de guarda de estátuas que fingimos ser reais.
Ludibriamos o que nos parece ser uma real chance de felicidade, porque isso soa como armadilha. Creio no amor e na solidariedade, mas não admito que isso venha de graça, porque tudo tem um preço e o valor das necessidades são praticamente impagáveis. Mesmo que seja de forma gratuita.
Atingir o cume é elevar ao ponto mais interno do ser, cuidar para que tudo permaneça em harmonia é tarefa que poucos irão concluir. Sejamos mais nós mesmos para que a solidão não nos impregne com sua infecção e nos torne seres incrédulos aos olhos do amor.

O que vem de dentro é a forma mais sublime e eterna que podemos doar. Aquele que recebe o amor verdadeiro jamais estará só.

Por: Carlos Gaia Lobato

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O PÃO NOSSO DE CADA DIA


O que os miseráveis fazem para saciar a fome?
Ao longo dos tempos somos treinados para esquecer e olhar somente para o próprio umbigo.
Não nos atordoa a ideia que possuímos parte que pertence a outros.
Quando terminar este crepúsculo, continuaremos como se nada tivesse acontecido, porque somos dotados de indiferença e egoísmo.
O relógio natural, marcava 17 horas, era um dia de semana, não fazia a mínima diferença qual era aquele dito. Sentia um infortúnio, uma angustia. Quase que não raciocinava direito.
Havia centenas de milhares na quela situação. A água era barrenta, restos que caiam do céu e formavam poças de lama. É inacreditável como o cérebro responde as necessidades extremas; "ele" faz um julgamento composto de fisiologia e espiritualidade e tenta buscar uma solução mais urgente para toda aquela inanição.
Estávamos a quase um mês sem comer. Comer comida de verdade, nos alimentávamos dos capins e barro, feitos da própria terra onde pisávamos. As crianças morriam como esqueletos vivos porque suas mães não produziam leite. Quando pensávamos na ajuda humanitária, tínhamos a convicção que era mais um sonho inalcançável.
Fazíamos parte de um grupo que era contra a ditadura dos governos locais, que assassinavam e estupravam, crianças e mulheres.
Todos os anos morrem milhares de seres humanos de forma covarde. As injustiças são cometidas de forma tão natural que já não temos mais noção do que é certo.
A fome é o alimento do diabo e a resistência é a prova que Deus existe.
No início pensamos nos mais fracos, que adoecem com mais facilidade. Por instinto cuidamos dos mais novos, depois as mulheres, aquelas que estão amamentando e depois os mais velhos. Percebemos em nosso desespero que todo aquele esforço é em vão. Quando os algozes chegam, simplesmente aniquilam a todos. Me sentiria um covarde se não tivesse lutado para defender o que era indefensável. Aprendi que os princípios vencem a fome e o careter nos faz orgulhosos de nossas carências.
No dia seguinte não havia mais nenhum inimigo, apenas cinzas e mortes, por todos os lados, em um raio de um quilômetro. e então, testemunhei a solidão do abandono. Os que sobreviveram, morreram de fome, outros de infecção. Até hoje não consigo entender como meus
ferimentos não me sucumbiram.
Jamais perdi a esperança e o sonho de sentar em uma mesa e comer, nem mesmo se fosse uma única vez. Ouvi dizer que do outro lado do oceano as pessoas comem até cinco vezes por dia, isso me trazia um alento e o pensamento ia longe para tentar buscar aquele gesto: "Eu comendo de manhã, a tarde e a noite". Então percebia que felicidade está intimamente ligada ao alimento. e não é pelo prazer e por saciar o ego, é pelas conquistas justas, como o trabalho honesto, o pão mesmo nosso de cada dia, sabe?
Tinha receio que não chegasse até aqui e não vim para pedir, vim para fazer você entender que muitos ficaram lá e ainda sobrevivem sem saber se o amanhã virá.
Tanta fartura desperdiçada, tantos apegos, tantas fortunas sem merecimento, tanta soberba e idolatria do seu próprio eu.
Hoje comprovei que esses dois lados, só aniquilam ainda mais o que já está corrompido. A fome não é um sofrimento menor do que aquele que desperdiça um alimento. Os assassinos de meu povo são tão culpados quanto os governos corruptos, ambos provocam devassidão.

Hoje pela manhã quando estava chegando para o trabalho, uma bola foi desviada para minha direção, quando abaixei para pegar, o pequeno pedro, já estava apostos para recebê-la de volta. Ele agradeceu e me convidou para jogar, naquele dia eu faltei ao serviço...

Por Carlos Gaia Lobato

sexta-feira, 20 de julho de 2012


Ser livre é permitir que a outra parte faça suas escolhas.
real liberdade é conquistada quando se compreende as limitações, angustias e os medos do ser que escolhemos amar. Nos tornamos mais felizes quando concedemos ao outro o direito de fazer a coisa certa. Passamos a vida querendo ser o melhor, o mais correto. Ser a diferença entre todos, quando na verdade, não passamos de erros camuflados de acertos. Por que é tão difícil reconhecer, pedir desculpas, perdoar, ceder? Exercitar o espírito também fortalece o corpo. Talvez tenhamos nos tornado seres autosuficientes demais e os outros passaram a ser considerados como meros expectadores.
Acredite, crescemos mais nos erros que nos acertos. Reconhecer nossas limitações nos torna mais forte que tentarmos ser algo que jamais seremos. Perdemos muito tempo procurando o que não somos, vivendo vidas que só alimentam nossas fantasias. Esperamos o dia "D" como se houvesse apenas um dia para ser o que realmente somos. Não temos esse dia, temos uma vida inteira e que a cada dia se esvai até se tornar lembranças do que poderíamos ter feito. Errar tentando é mais sublime do que não fazer nada.
Pare um pouco, dê um tempo a si mesmo e você perceberá em volta que todos estão alucinados para chegar a lugar nenhum. O que é o dinheiro sem companhia? Por que preciso me dar bem sempre? As fazes de nossas infâncias parece que nunca se desprenderam de nossas raízes adultas. Queremos o que outro tem, desejamos o sucesso alheio, imitamos o que é superfulo e atingimos o grau maior da imaturidade quando vivemos exatamente o que não somos.
Exercitar o novo é preciso, mas não podemos nos entregar a um nível ensurdecedor de hipocrisia, tentando disfarçar nossas inseguranças que agora já faz parte de nosso cotidiano.
Ser livre é não viver aprisionado a coisas, pessoas, matérias. É entender que muitos dependem "de nós e que precisamos estar fortes para apoiá-los nos momentos que mais precisarem". Não façamos dessa tarefa um fardo, mas a ponte que nos inclina para a real felicidade. Não implore reconhecimento, não se compra fidelidade. Conviva com um cão durante dez anos e vai entender do que estou falando. Temos vícios a reconhecimentos, mas não temos vergonha de ignorar, tripudiar e causar intrigas com aqueles que estão tentando dar um pouco de si para algumas pessoas. Não estamos aqui para sermos causadores de discórdia e sim anfitriões dos que têm esperança.
 Sejamos felizes no real sentido da palavra.

Carlos Thoth

sexta-feira, 29 de abril de 2011

AS FOLHAS DE OUTONO



No exato momento em que as folhas soltarem para o espaço, haverá uma breve incompreensão para entendermos para onde elas irão. Os galhos ficaram esperando que outra sorte as traga de volta, renascidas e límpidas, com um verde mais brilhante que cera de chão.

O amanhecer já se confunde o espaço ao solo do infinito mundo cão. Será que teremos que juntar uma a uma para sermos a salvação?

O orvalho que molha a quem já não tem mais vida, suspira na infinita bondade, da solidariedade que não vemos mais ao redor e até aonde a vista alcança. Não há esperança. É a desconfiança que vaga a esmo, tentando buscar os frutos que foram plantados por aqueles que nunca amaram.

Ainda continuaremos por mais algumas décadas a buscar aonde as folhas renascem, mas sabemos que é praticamente impossível, por que todas as raízes secaram e ficaram vulneráveis aos olhos da impossibilidade.

O último suspiro se alheia a alma do oxi, dá pra perceber quanto é grande a vontade de viver. Expressa de maneira lúdica a sua dor, por que vários riem da sua derrota. Assim se vai espalhando a formula que deixa a infertilidade e a escuridão da fome cumprir a sua profecia.

Agora já não existe mais nada, apenas um vazio imenso. O lamento é a justificativa mais pífia que se pode sentir, a dor da solidão já faz sentido, a tristeza é única, não há concorrentes. Vejo no lamento que a vida não existe sem a cumplicidade da terra. Seremos salvos pela nossa própria derrota ou pela imbecilidade da guerra?

domingo, 23 de janeiro de 2011

O PODER DAS PALAVRAS


O PODER DAS PALAVRAS

Em um lugarejo próximo a Cordilheira dos Andes. vivia um grupo de pessoas que dependiam da caça e pesca para sua sobrevivência. É comum na época de calor, os rios aumentarem o volume. Desde muito cedo, as crianças aprendem o duro ofício de se tornarem independentes.
O derretimento das geleiras torna essa tarefa ainda mais difícil. Os peixes se concentram na parte mais profunda dos rios, esse fenômeno faz com que adultos e crianças redobrem a atenção, as águas são muito frias e profundas, um pequeno descuido pode ser fatal. Os agasalhos usados para proteger do frio, podem triplicar de peso e isso fará com que um pequeno pescador afunde nas águas geladas, tendo poucos minutos de vida. Sofrerá uma hipotermia e seus pais não poderão fazer nada, pois estão distantes do lugarejo e qualquer ajuda não chegará a tempo.
Todos sabem do risco, mas a lei da sobrevivência fala mais forte.
 O dia estava perfeito, sem nuvens, e com sol deslumbrante e uma temperatura de três graus negativos. Todos estavam muito contentes com o clima e saíram em direção ao rio. As canoas são talhadas na própria madeira, isso evita qualquer tipo de infiltração e a flutuação torna-se mais estável na água. Era um grupo de doze pessoas, quatro, em cada embarcação. Nove adultos e três crianças, a mais velha tinha 11 anos.
Foi um dia que surpreendeu até mesmo os mais experientes, o pescado daria para alimentar a todos durante quinze dias, normalmente essas investidas no rio, não supriria, cinco dias.
Quando o grupo já remava para retornar a vila, aconteceu o inesperado. Uma barreira de gelo se desprendeu das rochas, causando ondas gigantes e obrigando o grupo a amarrar as canoas. Dessa forma, elas se tornam uma jangada e consegue superar obstáculos mais difíceis. O peso do pescado, auxilia na luta contra a força das águas. As corredeiras são formadas por pequenos corredores acidentados e cheios de pedras é preciso fazer muita força para controlar a embarcação. O cenário não poderia ser mais deslumbrante e ao mesmo tempo catastrófico. Quando o grupo conseguiu sair da parte mais crítica do rio, veio o silêncio que tomou conta de todos. Esgotados e respirando com dificuldade, observam o que deixaram para traz. No momento que todos olhavam para os peixes, o pai de uma das crianças percebe que seu filho não está nas amarras.
Ele procura, revira o que já está a vista e sente no coração a PROFUNDA DOR DA PERDA. Olha para seus companheiros, com os olhos mais profundos... E começa a perguntar: __ porque? __ Porque?   A incompreensão tomou conta daquele velho pescador. Tinha na sua humildade o agradecimento a Deus pela sua família e pelo o alimento. Mas fugia de seu entendimento, que o mesmo Deus pudesse retirar seu filho.
Durante meses, ele voltava ao mesmo lugar, com a esperança de encontrar seu filho. O velho pescador não sabia ler nem escrever, começou a pensar na sua insanidade, que se Deus lhe desse esse poder, poderia pedir ajuda para as pessoas que viviam nas cidades.
"Se apossaria do poder de escrever anúncios, cartas às autoridades. Poderia pedir ajuda a um grupo de busca".
Sua limitação intelectual, não o fazia enxergar que poderia pedir auxilio, mesmo que fosse quem é.
 Viveu sua vida inteira naquele vilarejo, afastado de tudo e de todos. Um dia, um grupo de turistas estrangeiros apareceu nas proximidades da vila e encontraram com o pescador. Ele estava no mesmo lugar aonde sempre ia na esperança de encontrar seu filho.
Quieto, silencioso, olhava para todos os lados, varria as áreas como uma visão de águia.
Uma mulher do grupo, inglesa, se apresentou como bióloga e perguntou qual o caminho mais curto para a cidade de Santiago?Quando ele observou um equipamento nas mãos da bióloga, (era um GPS), mas ele não sabia do que se tratava, apenas entendeu que ela poderia ajudá-lo. Foi então que ele ajoelhou-se a seus pés e implorando lhe pediu para encontrar seu filho.
Um interprete do grupo traduziu suas suplicas, mas disse por sua conta à inglesa, que era comum aquele tipo de apelo aos turistas. Mas mesmo diante do descaso do interprete ela resolveu ajudá-lo.
Eles o levaram para Santiago e lá traçaram um plano de buscas. Ouviram sempre que era impossível alguém sobreviver a tamanha destruição. Movidos pela força interior daquele pobre homem, eles estavam dispostos a devolver, mesmo que fosse o corpo de seu filho.
Com cartazes, cartas, anúncios  e um canal de televisão que se interessou pela história a noticia se espalhou e ganhou o mundo. Já haviam se passado sete meses desde o acidente. O pescador estava sentado em uma calçada e se questionava que o Deus que lhe dava o alimento não era o mesmo que havia levado seu filho. Neste momento, um homem de aparência rude, aproximou-se e perguntou se ele era o pescador que havia perdido seu filho. Ele demorou alguns segundos para responder, mas quando o homem fez o gesto de estender-lhe a mão, eles se abraçaram e choraram muito, sem que soubessem o motivo de tanta emoção. Quando o homem olhou em seus olhos e disse : 
"Seu filho está vivo e ele o havia encontrado na beira do rio e cuidou dos seus ferimentos... "Não sei ler nem escrever, moro do outro lado do rio e não conheço a civilização".
 Perdi um filho da mesma idade do seu e sei qual é a dor dessa perda, por isso atravessei o país para lhe devolver o que Deus lhe deu.
A criança estava dormindo em um hotel de Santiago e quando ele entrou no quarto, ficou parado, estático. Toda aquela dor transformou-se de novo no amor que ele jamais perdera.
A criança despertou e sentiu sua presença e gritou, CHAMANDO-O DE: "PAI!!!!!". Os dois foram ao chão e a felicidade era tanta, que ele não queria fazer mais nada a não ser abraçar seu filho querido.
Os três voltaram para o vilarejo.
 Ao homem rude foi dado o direito de viver em companhia dos habitantes da vila e nunca mais se sentiu só.
A bióloga inglesa, fundou uma ONG para alfabetizar as pessoas em lugares inóspitos.
A nós, resta entendermos que só amor supera o poder das palavras.


Autor: Carlos Gaia Lobato    

sábado, 22 de janeiro de 2011


O GRANDE DESAFIO...

Um dos assuntos mais complexos e talvez o mais polêmico é o que aborda as questões sociais. É preciso levarmos em conta alguns parâmetros para podermos entender onde nos encontramos, o que vivemos e para onde estamos caminhando... Compreender os fatos atuais das realidades sociais em que vivem grande parte das famílias brasileiras não é suficiente para definir regras e direcionar soluções. È necessário que aprofundemos mais em nossos antepassados para podermos compreender melhor o que precisamos fazer para termos o modelo de sociedade mais próximo possível do ideal para nossas culturas.
A felicidade é uma unanimidade, o dinheiro pode significar a decadência ou o apogeu.
Vou partir dessa premissa para que possamos seguir juntos em minha linha de raciocínio. Assim como nosso corpo é a imagem do que comemos, também nosso intelecto é o raio x da educação que recebemos. Mesmo aqueles que recebem a chamada "educação de berço" são deficientes intelectualmente. Vivenciamos vários casos de alunos que passam por sua vida acadêmica e continuam sem saber ler ou interpretar o que lêm. Esses são fatores fundamentais, básicos na vida dos chamados "futuros da nação". O que esperar de uma sociedade formada apenas por estátus? onde é mais significante ter um diploma do que propriamente absolver  conhecimento. Isso talvez explique por que existem tantos equívocos gerados por pessoas, que infelizes ou não, causam vitimas a todo momento: Engenheiros que não sabem fazer cálculos, médicos que não sabem diagnosticar, cirurgiões que não sabem operar ou simplesmente não sabem interpretar os procedimentos.
Recentemente, veio a tona o baixo índice de aprovados na prova da OAB, esse fato não é tão atual quanto recorrente, o baixo desempenho, principalmente no referente a avaliação de redação da instituição, revelam o nível intelectual daqueles que serão os futuros juízes. Já somamos hoje inúmeros equívocos de sentenças que custaram a vida de muitos inocentes. Quem não lembra dos irmãos que fugiram do padrasto e da própria mãe por que eram espancados? Eles chegaram até a assistente social que recebeu a ordem de um juiz para devolver as crianças para seus algozes. Dias depois eles foram encontrados esquartejados.
A deficiência na estrutura social vai além do pré-natal, ela passa pelos avós se estende para os pais que inevitavelmente irão de encontro as instituições para complementar a educação dos filhos. Podemos perceber que é impossível vivermos sós. Somos dotados de inteligência superior e não ocupamos os espaços que nos são reservados na cadeia alimentar, antes de sermos primatas, somos racionais e isso nos faz únicos, capazes e totalmente ilimitados.
Presenciamos a ascensão financeira de milhões de famílias por conta da fase econômica do país, a pergunta é: Estamos preparados para "TER" ?
É fato que os psicólogos mais renomados concordam que o limite é a chave para uma geração menos doentia e o dinheiro deve ser interpretado como complemento a educação e não a solução definitiva para todos os problemas.
As relações humanas estão deterioradas, nem os intelectuais se entendem, chefes de estado não demonstram boa vontade em dialogar, mesmo que a experiência histórica mostre que as guerras não são o melhor caminho.
Seria esses fatos uma prova que os modelos existentes hoje são ultrapassados? Os sistemas de governo existentes ao redor do mundo são eficazes?
Faz diferença para um ser humano que não tem o que comer quem é o deputado federal, o prefeito ou o vereador?
Países considerados ricos, deveriam ter mendigos ou abrigos a necessitados? Deveria ter necessitados?
Será que Nelson Mandela aprendeu tudo que sabe durante os 30 anos que ficou confinado ou já nasceu com o carisma de liderar?
Os brasileiros teriam ideia que um homem pobre, sem estudo e que foi para São Paulo em um pau-de-arara seria capaz de mudar o cenário econômico do Brasil?
Por que Chico Xavier é considerado, mesmo depois de morto, o homem que mais vende livros e o que mais tem suas obras traduzidas para outras línguas?
Madre Tereza, ajudou mais enfermos e necessitados em vida que qualquer secretária de saúde poderia fazer em 4 anos de mandato.
Qual o preço do respeito, da dignidade e da liberdade? Porque escravizar se é na liberdade de pensamento que se encontra as melhores soluções?
Existe uma revolução silenciosa acontecendo em nossa volta e as conseqüências já estão sendo catastróficas. A vida é a mãe de todas as coisas e ela busca os meios para continuar, não reconhece cor, credo ou posição social. Simplesmente "ela" contínua...
O mundo já passou por várias crises humanitárias, a mais conhecida foi a crise financeira de 1929. Mas outros estudos revelam que civilizações inteiras, desapareceram sem deixar vestígios, a diferença entre a crise de 29 e a civilização Asteca está em seus causadores.
A crise financeira foi gerada pela ambição humana e a extinção Asteca a natureza se encarregou.
Ao longo dos séculos, testemunhamos catostrofes provocadas pelos homens e as reações da natureza. Como podemos perceber, estamos em constante mudança, somos parte da natureza, é impossível que aja mudanças sem que sejamos atingidos.
O mesmo cenário em que nos encontramos agora, é o mesmo de muitos outros quadros pintados em tempos passados.
Junte o egoísmo, a fome, a concentração de renda, o desmatamento, a falta de diálogo, de intelecto  e você terá todos os ingredientes para uma catástrofe sem precedentes. Até no século passado isso era considerado utopico, hoje os magos, religiosos e afins ganham dinheiro pregando uma palavra que é fato.

Autor: Carlos Thoth.